Oratórios da Mãe e Rainha

Em 18 de abril de 1948, exatos oito dias da inauguração do Santuário Tabor, o Padre José Kentenich estimulou as Irmãs de Maria a promoverem uma celebração de renovação da Aliança de Amor, convidando as famílias vizinhas para participar. Ele mesmo deu ideias do que poderia ser feito, sobre quais temas falar e de como era importante aproveitar o amor do povo brasileiro à Mãe de Deus para fazer crescer a vinculação ao Santuário. Assim, com uma procissão luminosa até o Santuário foi realizada a primeira celebração do Dia da Aliança no Brasil.

Os poucos vizinhos do ‘primeiro dia 18’ tornaram-se centenas em bem pouco tempo e a ideia de celebrar o Dia da Aliança se propagou pelas paróquias atendidas pelos Padres Palotinos nos arredores de Santa Maria. Um ano mais tarde, em São João do Polêsine, com a concordância do Pai e Fundador, foi construído um oratório da Mãe e Rainha, uma verdadeira miniatura do Santuário, onde o povo acorria para as celebrações do Dia da Aliança. Conta-se que naquele ano, num dia 18, reuniram-se mais de duas mil pessoas.

Assim, no ano seguinte já foi inaugurado o ‘segundo santuário’ na paróquia vizinha de Nova Palma. De 1949 a 1952, foram construídos 19 oratórios da Mãe e Rainha de Schoenstatt nestas paróquias.

Inauguração do oratório da Mãe e Rainha de Schoenstatt em Nova Palma (18 de outubro de 1950)

Em abril de 1951, no decorrer da sua nona e penúltima estada no Brasil, o Padre José Kentenich visitou os pequenos oratórios nas paróquias de Nova Palma, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Polêsine e Vale Vêneto, na assim chamada “Quarta Colônia”. Nesta oportunidade falou aos padres, seminaristas e ao povo destas paróquias.

Cerca de um ano mais tarde, ao voltar a Santa Maria/RS, já a caminho do exílio, Padre Kentenich enfatizou a importância pastoral dos pequenos Oratórios paroquiais, que designou como “Santuários filiais” e “postos avançados” de evangelização do povo e das famílias, através da vinculação à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt:

       

“Precisamos de guardas, de guardas do Santuário. (…) Precisamos deles como postos avançados. Todos os que peregrinam a estes santuários filiais participam do caráter de guardas do Santuário. Se não tivéssemos estes santuários filiais e tivéssemos apenas o Santuário em Santa Maria, precisaríamos temer que, mais tarde ou mais cedo, o amor à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt esmorecesse…” (24.2.1952).

Em muitos destes ‘Santuários paroquiais’ a vida schoenstattiana se mantém viva, especialmente pelas celebrações do Dia da Aliança.

Muitos grupos de peregrinos do Brasil e do exterior visitam estes oratórios, tendo a oportunidade de ler e ouvir o que o Padre Kentenich falou naquele lugar. Esta peregrinação se torna, literalmente, seguir os passos do Pai e Fundador.